Oito jogadores latino-americanos para ficar de olho na Copa
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Oito jogadores latinos para ficar de olho na Copa

A Calle 2 te apresenta os atletas que devem ser os destaques de suas seleções na Rússia

em 12/06/2018 • 07h43
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Nas próximas semanas, os olhos do mundo estarão voltados para a Rússia. São 32 seleções, 736 jogadores, 64 jogos e uma expectativa de mais de 3 bilhões de pessoas assistindo nos estádios ou pela televisão. Tudo isso faz com que o Mundial seja o momento de glória dos atletas, que esperaram quatro anos para terem a oportunidade de pintar seus nomes na história do futebol.

 Pensando nisso, a revista Calle 2 selecionou oito jogadores, um de cada seleção latino-americana, que podem ser os destaques da Copa na Rússia. Eles terão a difícil incumbência de mostrar o porquê da escola latina de futebol ainda ser tão respeitada no mundo todo. Com nove títulos em 20 Copas, será que em 2018 conseguiremos equilibrar a balança contra os europeus?

  1. Neymar (Brasil)

Não há dúvidas que as grandes esperanças para o hexacampeonato se concentram novamente nos pés de Neymar. Com apenas 26 anos, o camisa 10 do Brasil é o jogador em atividade com mais gols pela seleção brasileira. Em março, ele fez uma cirurgia no pé direito por conta de uma fratura e voltou a jogar há cerca de um mês.

 Terceiro melhor do mundo em 2017, Neymar ainda se tornou o futebolista mais caro da história após se transferir para o Paris Saint-Germain. Só que mesmo ajudando o PSG a conquistar o título do campeonato francês, o clima por lá não é dos melhores para o brasileiro: brigas com o ídolo Edinson Cavani e atitudes polêmicas em campo fizeram a relação com a torcida se estremecer. Por isso, há rumores de que ele pode deixar o time francês em breve. A esperança é que isso não afete seu desempenho na Rússia. 

  1. Lionel Messi (Argentina)

O filho pródigo da cidade de Rosário e artilheiro do Barcelona já provou que é um dos maiores jogadores da história, mas em sua extensa galeria de troféus ainda falta um título expressivo pela seleção. Após chegar a três finais consecutivas e perder todas, Messi até anunciou que não mais vestiria a camisa da Albiceleste.

A decisão foi revertida meses depois, para a alegria dos argentinos, mas a crise na seleção continuou. Resultados ruins derrubaram o técnico Edgardo Bauza e colocaram em risco a vaga para o Mundial. Porém, na última e decisiva rodada das eliminatórias, contra o Equador, Messi mostrou porque é gênio: marcou três gols, espantou a zebra e garantiu a presença da Argentina em mais uma Copa.

  1. Radamel Falcao (Colômbia)

O maior artilheiro da seleção colombiana chega à Rússia como a esperança de gols da seleção cafetera. Curiosamente, o atacante do Monaco disputará aos 32 anos seu primeiro Mundial, após uma lesão tê-lo tirado da Copa no Brasil.

 El Tigre, como também é conhecido, se envolveu em uma polêmica nas Eliminatórias: durante o jogo decisivo contra o Peru, ele avisou aos jogadores que ambas as seleções se classificariam com um empate, o que de fato aconteceu.

 Um fato interessante sobre Falcao é que por pouco ele não virou jogador de beisebol. Na infância, quando morou na Venezuela por causa do pai, Radamel chegou a praticar o esporte durante alguns anos. Aos 10 anos, quando voltou à Colômbia, decidiu se dedicar inteiramente ao futebol, para sorte dos torcedores da Copa.

  1. Paolo Guerrero (Peru)

O retorno do Peru a um Mundial após 36 anos não foi por mero acaso. A nova geração de jogadores peruanos é uma das melhores dos últimos tempos e tem como principal nome o artilheiro Paolo Guerrero, que também atua no Flamengo.

Decisivo como poucos, Guerrero é o maior goleador da seleção Blanquirroja e foi peça fundamental nas Eliminatórias da Copa 2018. Porém, em novembro de 2017, o exame anti-doping flagrou o uso da substância benzoilecgonina, ligada à cocaína, e ele foi banido do futebol por 14 meses. Após uma longa batalha, Guerrero conseguiu um efeito suspensivo às vésperas da Copa e conseguiu a liberação para o torneio.

 A parte triste é que, para o atacante entrar na lista dos 23 convocados, o técnico Ricardo Gareca teve que cortar o jovem meia Sergio Peña, que é justamente o sobrinho de Guerrero. Por conta disso, Paolo postou uma bela mensagem para Peña em seu Instagram.

  1. Luiz Suárez (Uruguai)

Só a boa fase no Barcelona e na seleção já fariam de Luiz Suárez um personagem a ser observado na Copa na Rússia. Isso se não fossem o histórico de polêmicas do atacante uruguaio em grandes competições.

 No Mundial de 2010, Suárez ajudou a Celeste Olímpica a se classificar para a semifinal em um lance histórico. No último minuto da prorrogação contra Gana, ele impediu um gol feito de Gana ao defender a bola com as mãos dentro da área. Na cobrança da penalidade, o jogador ganês chutou no travessão e, na decisão por pênaltis, o Uruguai se classificou.

 Já em 2014, no jogo decisivo contra a Itália na fase de grupos, Suárez ganhou as manchetes após morder o zagueiro Chiellini. O árbitro não o puniu pela atitude durante a partida, mas o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu por suspendê-lo daquele Mundial. No fim das contas, o Uruguai se classificou e eliminou os italianos.

  1. Keylo Navas (Costa Rica)

A seleção costarriquenha fez história na Copa de 2014, mas dentre todos os jogadores daquela incrível campanha, apenas o goleiro Keylor Navas realmente conseguiu despontar no futebol mundial. Desde aquele ano, ele é o goleiro do milionário Real Madrid, e ajudou o time espanhol a conquistar o tricampeonato na Champions League.

Na seleção, Navas ajudou os Ticos a chegarem até as semifinais da Copa Ouro de 2017 e a se classificarem para o Mundial da Rússia com duas rodadas de antecedência.

Se em 2014, a Costa Rica caiu no grupo mais difícil, a história agora não é muito diferente. Para repetir a façanha de quatro anos atrás, Navas e sua equipe terão que passar por Brasil, Suíça e Sérvia. 

  1. Rafael Márquez (México)

O veterano zagueiro estará presente em sua quinta Copa do Mundo, um feito que apenas Lothar Matthaus, Gianluigi Buffon e seu compatriota Antonio Carbajal conseguiram. Mais do que experiência e solidez defensiva, a liderança de Rafa Márquez como capitão é um dos fatores que o tornam importante no time do técnico Juan Carlos Osorio. Ele atua também na equipe mexicana Atlas.

 Segundo jogador mais velho desta Copa, com 39 anos, Márquez se viu recentemente envolvido em uma acusação de ligação com um cartel mexicano. Ele negou qualquer relação com o caso, mas a justiça dos EUA acabou congelando seus bens.

  1. Felipe Baloy (Panamá)

Uma das grandes novidades da Copa do Mundo na Rússia será a presença inédita do Panamá no torneio. Após tirarem a vaga dos EUA, Los Canaleros querem fazer ainda mais história no futebol.

 Um dos destaques deste time é o zagueiro Felipe Baloy, que ficou conhecido no Brasil por defender o Grêmio e o Atlético-PR em meados dos anos 2000. Aos 37 anos, joga no Municipal da Guatemala. O capitão do Panamá será o responsável por parar os ataques de Bélgica, Inglaterra e Tunísia no Mundial.

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